Câncer De Boca! Ajude a combater essa doença e faça o autoexame!

A borda lateral da língua é um dos sítios de maior prevalência do câncer bucal, por isso é importante que durante o autoexame a língua seja tracionada e observada nas duas laterais.

O câncer de boca é uma denominação que inclui os cânceres de lábio e de cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca). O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas brancas, e registra maior ocorrência no lábio inferior em relação ao superior. O câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o tabagista é também alcoólatra.

Confira a Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil para 2008.

Fatores de Risco
Os fatores que podem levar ao câncer de boca são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas.

Sintomas
O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores (podendo sangrar ou não) e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (caroço no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.

Prevenção e Diagnóstico Precoce
Pessoas com mais de 40 anos de idade, dentes fraturados, fumantes e portadores de próteses mal-ajustadas devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano. Outra recomendação é a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas.

Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu de aba longa). O combate ao tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.

Exame Clínico da Boca
O exame rotineiro da boca feito por um profissional de saúde pode diagnosticar lesões no início, antes de se transformarem em câncer. Pessoas com mais de 40 anos que fumam e bebem devem estar mais atentas e ter sua boca examinada por profissional de saúde (dentista ou médico) pelo menos uma vez ao ano.


Tratamento
A cirurgia e/ou a radioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca. Para lesões iniciais, tanto a cirurgia quanto a radioterapia tem bons resultados e sua indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais provocadas pelo tratamento (cura em 80% dos casos).

As lesões iniciais são aquelas restritas ao seu local de origem e que não apresentam disseminação para gânglios linfáticos do pescoço ou para órgãos à distância. Mesmo lesões iniciais da cavidade oral, principalmente aquelas localizadas na língua e/ou assoalho de boca, podem apresentar disseminação subclínica para os gânglios linfáticos cervicais em 10% a 20% dos casos. Portanto, nestes casos, pode ser indicado o tratamento cirúrgico ou radioterápico eletivo do pescoço.

Nas demais lesões, se operáveis, a cirurgia está indicada, independentemente da radioterapia. Quando existe linfonodomegalia metastática (aumento dos ‘gânglios’), é indicado o esvaziamento cervical do lado comprometido. Nestes casos, o prognóstico é afetado negativamente.

A cirurgia radical do câncer de boca evoluiu com a incorporação de técnicas de reconstrução imediata, que permitiu largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente. As deformidades, porém, ainda são grandes e o prognóstico dos casos, intermediário. A quimioterapia associada à radioterapia é empregada nos casos mais avançados, quando a cirurgia não é possível. O prognóstico, nestes casos, é extremamente grave, tendo em vista a impossibilidade de se controlar totalmente as lesões extensas, a despeito dos tratamentos aplicados.

fontes: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=324

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Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta para malefícios do narguilé

Cachimbo de origem oriental tem quase 300 mil consumidores no país. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva desfaz crença de que tabaco fumado com o narguilé seja menos prejudicial à saúde; pelo contrário: uma hora de uso do produto equivale a fumar 100 cigarros.

Embora o Brasil tenha motivos para celebrar a redução da prevalência de fumantes nos últimos anos, o uso do narguilé vem chamando a atenção dos profissionais da saúde: já são quase 300 mil consumidores do cachimbo oriental, de acordo com a Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), realizada em 2008 pelo IBGE em parceria com o INCA.

Já entre estudantes universitários da área de saúde, em pesquisa feita nos municípios de São Paulo, Brasília e Florianópolis, do total das pessoas que declararam consumir com frequência outros produtos de tabaco, além do cigarro industrializado, mais de 55%, declararam fazer uso do narguilé. Em São Paulo, esse percentual chegou a aproximadamente 80%, de acordo com a pesquisa Perfil de Tabagismo em Estudantes Universitários do Brasil (PETuni) coordenada pelo INCA. Em São Paulo e Brasília, a apuração foi feita no ano passado; e em Florianópolis, em 2007.

“O fato de esses universitários pertencerem à área da saúde preocupa ainda mais, justamente por eles estudarem os malefícios do tabaco para o organismo. O narguilé engana, dando a sensação de que as impurezas do tabaco são filtradas pela água, o que é um equívoco”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.

De acordo com o pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do INCA, Ricardo Henrique Meirelles, uma sessão de narguilé expõe o fumante à inalação de fumaça por um período muito maior do que quando ele fuma um cigarro. O volume de tragadas do narguilé pode chegar a 1.000 ml em uma sessão de uma hora. Já o volume de tragadas do cigarro alcança 30 a 50 ml entre cinco a sete minutos. “Uma simples sessão de narguilé consiste em uma centena de ciclos de tragada. Podemos afirmar que em uma sessão, o fumante inala uma quantidade de fumaça equivalente ao consumo de 100 cigarros ou mais”, alerta o especialista.

O narguilé é um grande cachimbo composto de um fornilho (onde o fumo é queimado), um recipiente com água perfumada (que o fumo atravessa antes de chegar à boca) e um tubo, por onde a fumaça é aspirada pelas várias pessoas que compartilham uma sessão.

“Quando se aspira pelo tubo, o ar aquecido pelo carvão passa pelo tabaco, produzindo a fumaça que desce, passa pela água, onde é resfriada, e segue pelo tubo até ser aspirada pelo fumante e expirada em seguida”, explica o médico.

Como qualquer outro produto derivado do tabaco, o narguilé contém nicotina e as mesmas 4.700 substâncias tóxicas do cigarro convencional. Porém, análises comprovam que sua fumaça contém quantidades superiores de nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas do que na fumaça do cigarro.

Além do tabaco é colocado carvão em brasa. A queima do carvão produz substâncias cancerígenas, entre elas, o monóxido de carbono, potencializando os riscos para seus consumidores.

“Por desconhecimento dos usuários, a presença da água faz com que se aspire ainda mais a fumaça, dando a impressão de que o organismo fica mais tolerante, o que é errado. Desse modo, a pessoa vai inalando uma quantidade muito maior de toxinas, sem sentir tanto incômodo”, afirma Meirelles.

O narguilé contém aditivos aromáticos, em geral, muito agradáveis, que acabam levando jovens a participar de sessões de fumo desse produto, levando-os a se tornarem dependentes de nicotina, e futuros consumidores de cigarros.

“Os malefícios à saúde causados a quem frequenta ambientes em que o narguilé é consumido, são bem parecidos com os que atingem aos fumantes passivos, que têm mais chances de desenvolver doenças tabaco-relacionadas. A concentração dessas substâncias no organismo tem efeito cumulativo, ou seja, quanto maior o tempo de exposição, maiores serão os danos”, completa.

O uso do narguilé entre escolares de 13 a 15 anos

De acordo com as informações da pesquisa Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola), do Ministério da Saúde, a prevalência do consumo do narguilé, em São Paulo (SP), se destaca: 93,3% dos entrevistados que consomem outros produtos do tabaco fumado, além do cigarro industrializado, declararam usar o narguilé com maior frequência. Em Campo Grande (MS), 87,3% dos estudantes entrevistados disseram preferir o cachimbo oriental. Já em Vitória, o percentual ficou em 66,6%.

A coordenadora da Divisão de Epidemiologia do INCA, Liz Almeida, chama a atenção para o fato de o narguilé ser um cachimbo que pode ser usado por várias pessoas simultaneamente, o que reforça o aspecto da socialização, muito importante para os jovens. “O cachimbo, por ser um veículo apenas, não contém nenhuma advertência sobre os riscos à saúde, como é o caso dos produtos industrializados. O que torna esse tipo de prática muito atrativa para os jovens, porque pode ser usado simultaneamente por até seis pessoas, reforçando a socialização”.

Um dos responsáveis pelo recorte da pesquisa, o epidemiologista André Szklo explica que entre 1989 a 2008 foi constatado um decréscimo considerável da prevalência de fumantes de cigarros no país, mas ressalta que, como observado na pesquisa, é possível que esteja havendo uma migração para outros produtos do tabaco fumado, particularmente entre os adolescentes estudantes. “Os resultados da pesquisa mostram o dinamismo das estratégias da indústria do tabaco para buscar novas alternativas para as ações de controle do tabaco vigentes nos países, buscando novos consumidores”, declara Sklo.

Mais informações

Assessoria de Imprensa – INCA
imprensa@inca.gov.br  (21) 3207-1359       / 3207-1646 / 3207-1724

Fonte:http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/comunicacaoinformacao/site/home/sala_imprensa/releases/2012/inca_alerta_para_maleficios_narguile

Esclarecimentos sobre Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática é assim denominada por constituir-se de técnicas de osteotomias realizadas no sistema mastigatório com o objetivo de corrigir as discrepâncias relacionais maxilares e, por conseguinte, estabelecer o equilíbrio entre a face e o crânio. A relação maxilo-mandibular corrigida pela cirurgia ortognática favorecerá a função mastigatória, a fonética, a respiração e a estética facial.

Portanto, muitas implicações estão envolvidas neste tratamento cirúrgico, pois as mudanças faciais repercutem na vida pessoal e social do indivíduo, e por vezes o componente psicológico do paciente deverá ser preparado para receber um procedimento cirúrgico de tal magnitude.

Os sentimentos dos pacientes também são determinados pela sua face e a deformidade dentofacial pode prejudicar suas relações sociais. Após a cirurgia ortognática, observa-se uma plena disposição do paciente para novas relações, pois os resultados funcional e estético são observados rapidamente e o indivíduo sente-se seguro para vislumbrar novos horizontes.

O incentivo da família pode ser um fator positivo para o paciente, sendo um valioso recurso complementar terapêutico, segundo Ponzoni. Porém, existem algumas famílias que por medo e por preconceito não aceitam a idéia da realização de uma cirurgia, muitas vezes por achar que se está negando uma característica hereditária, sendo um
fator negativo para a recuperação do paciente. A decisão para se fazer o tratamento cirúrgico deve partir do paciente.

O profissional e a família não devem induzi-lo à realização de um procedimento cirúrgico que irá produzir alterações irreversíveis na sua face e na sua personalidade.

A cirurgia ortognática é um tratamento que não se resume apenas ao ato cirúrgico e sim a um trabalho prévio de preparação de 18 a 24 meses,
onde estará incluído o tratamento ortodôntico, fonoaudiológico e psicológico. Realizada a cirurgia, segue o tratamento ortodôntico por mais 8 a 12 meses para os ajustes finais e o acompanhamento dos outros profissionais por tempo indeterminado. Portanto, a complexidade do tratamento exige uma interação, entre os profissionais e o paciente, de confiança e cumplicidade para se chegar ao objetivo final de satisfação do paciente com relação à função e à estética.

Segundo Jensen, a aparência facial é uma motivação importante para que o paciente procure o tratamento ortocirúrgico, pois a beleza, em nossa sociedade, é muito valorizada e é um fator determinante no próprio relacionamento entre as pessoas. E, aos olhos da sociedade, indivíduos com anomalias parecem menos aceitos.

Além disso, a idéia de beleza gera um impacto na identidade pessoal e fisiológica, estando intimamente relacionada com a imagem facial e auto estima. Outros motivos para que os indivíduos procurem o tratamento são: pressão familiar, conselho do ortodontista e deficiência funcional.

Os relatos de Westermark et al., Dervis e Tuncer destacam que as principais razões para o paciente procurar a cirurgia ortognática são, além do motivo estético, tanto facial quanto dentário, o distúrbio funcional, entre os quais estão a má oclusão, as desordens têmporo-mandibulares, a dor crônica ou intermitente, a limitação de movimentos mandibulares e o ruído na articulação, as dores na face e algumas vezes a dor de ouvido.

As deformidades dentofaciais podem ter influência na personalidade, nas atitudes e no comportamento do indivíduo, de modo que a insatisfação gerada pela aparência pode desencadear problemas de ordem psicológica. Portanto, esta insatisfação parece ser um conjunto de fatores sociais, com relação entre a satisfação e os problemas psicológicos.

O que pode ser considerado sucesso para um ortodontista ou cirurgião bucomaxilofacial, talvez não seja para os próprios pacientes, mas para todos, a cirurgia ortognática deve apresentar melhoras nas condições estéticas e funcionais: mastigação, fonação, deglutição e respiração. De acordo com Cochrane, Cunningham e Hunt, a visão dos cirurgiões bucomaxilofacias e dos ortodontistas pode não ser condizente com o que o público em geral acredita ser mais belo e atrativo aos olhos   humanos. Observaram que a aparência facial é uma questão muito subjetiva, sendo um ponto questionável para indicação de um procedimento cirúrgico.

Ortodontistas e cirurgiões têm padrões mais criteriosos para verificar os padrões faciais, harmonia, beleza, terços médio e inferior, enquanto os próprios pacientes relatam que a aparência traz certa infelicidade e por isso optam pelo tratamento ortocirúrgico.

É importante conhecer as expectativas dos pacientes, pois estas estão relacionadas diretamente com o grau de satisfação pós-operatória. Fatores como pessimismo, ansiedade e pacientes com pobre suporte social apresentam maiores riscos de complicações. Quanto menos ansioso for o paciente, maior será a chance de sucesso e satisfação.

Para Macgregor, três são os grupos de insatisfação: fatores atribuídos ao paciente (problemas psicológicos), ao profissional (preparo pré-operatório do paciente inadequado) e à relação profissional/paciente (falta de comunicação ou conflito entre ambas as partes).

Para minimizar este terceiro fator é importante que o profissional dê todas as informações relevantes à cirurgia, como o possível desconforto decorrente do longo período com o bloqueio maxilo-mandibular, o tempo de cirurgia, a possível perda de sangue, o tempo de hospitalização, a dificuldade na dieta e, conseqüentemente, a perda de peso, o afastamento do trabalho e a permanência com aparelhos ortodônticos por longos períodos após a cirurgia, bem como os riscos com a anestesia geral. Caso contrário qualquer situação desconhecida pode gerar insatisfação.

Ao dar informações corretas e realistas, além de mostrar os riscos e benefícios, o profissional não provoca falsas ilusões. Desta forma, o cirurgião não deve considerar o paciente apenas como um organismo, mas sim como um indivíduo que é produto de uma história pessoal e cultural, com sentimentos, aspirações, desejos, sonhos e memória.

Assim, o sucesso para as correções pode ser alcançado com maior facilidade.
Para alguns autores, a dor pós-operatória está relacionada à satisfação ou insatisfação, como é o caso do trabalho de Kiyak et al., onde 13% dos pacientes estavam insatisfeitos e os mesmos apresentaram, no pós-operatório imediato, dor muscular, edema e desconforto. A dor também pode ser mencionada após a remoção do bloqueio maxilomandibular, normalmente de 4 a 6 semanas, pela possível atrofia muscular decorrente da falta da atividade mastigatória.

O resultado atingido com a oclusão dentária no pós-operatório se deve em grande parte à Ortodontia, que é fundamental e inseparável para alcançar o sucesso. Como as técnicas são bem conhecidas e divulgadas, hoje o interesse está centrado nos detalhes de diagnóstico e plano de tratamento. Existe um período crítico que antecede o procedimento cirúrgico, é a fase de preparo psicológico do paciente.

Muitos apresentam um potencial neutro, porém outros têm expectativas negativas em relação ao tratamento, estes tendem a relatar uma série de sintomas após as cirurgias, enquanto os pacientes com expectativas positivas ignoram a maioria dos sintomas desfavoráveis. Assim como os pacientes com alto nível de estresse ou ansiedade no pré-operatório demonstram mais problemas de aceitação e satisfação após a cirurgia.

Diante da complexidade de tal tratamento multidisciplinar, cabem algumas recomendações legais para que o exercício profissional esteja dentro da legislação do Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90 e da determinação legal para o cirurgião-dentista realizar a cirurgia ortognática, descrita na seção I da Resolução 22/2001 do Conselho Federal de Odontologia. Diz respeito à Especialidade da Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, que tem como objetivo o diagnóstico e tratamento cirúrgico e coadjuvante das doenças: traumatismos, lesões e anomalias congênitas e adquiridas do aparelho mastigatório e anexos e estruturas crânio faciais associadas.

Dentre as áreas de competência para atuação do especialista estão os implantes, enxertos, transplantes e reimplantes dentários, biópsias, cirurgias ortognáticas, cirurgias com finalidade protética e ortodôntica e o diagnóstico e tratamento de cistos, afeccções radiculares e perirradiculares.

É vedada ao cirurgião dentista a prática de cirurgia estética, ressalvadas as estético-funcionais do aparelho mastigatório. Portanto, as deformidades dentofaciais podem e devem ser tratadas por cirurgiões-dentistas com a especialidade reconhecida pelo CFO.

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/dpress/v10n6/a09v10n6.pdf http://www.clinicaoralcenter.com/tratamentos/cirurgia_ortognatica.php

Problemas ortodônticos surgem na primeira infância

Os primeiros anos de vida são fundamentais para diminuir o risco de maloclusão, como mordida cruzada ou aberta, e dentes projetados para frente

Muitas crianças e adolescentes já ouviram do dentista diagnósticos como mordida cruzada ou aberta, dentes projetados para frente, língua mal posicionada. São chamados desvios de oclusão. Esses problemas ocorrem porque os dentes e maxilares estão mal posicionados e geralmente é preciso usar aparelhos móveis ou fixos para corrigi-los.

A maioria dos problemas bucais tem origem nos primeiros anos de vida. O primeiro grande surto de crescimento do maxilar, por exemplo, ocorre do primeiro ao quarto ano de vida. Esse é o melhor momento para intervir, recomenda Jorge Abrão, dentista do Centro de Estudos Treinamento e Aperfeiçoamento em Odontologia (Cetao) e professor do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da USP.

Segundo Abrão, a prevenção de maloclusão deve começar antes do aparecimento da primeira dentição para que a sustentação óssea fique bem posicionada, favorecendo uma dentição equilibrada.

Uma das formas de garantir um sorriso harmonioso é a amamentação. O aleitamento materno é a melhor opção para favorecer a sucção, além de ser importante para o desenvolvimento muscular e ósseo do rosto do bebê. “O ato de mamar ajuda a projetar o queixo do bebê para frente e a criança também aprende a respirar pelo nariz e a posicionar a língua corretamente, avalia Abrão.”

Quando o bebê começa a ingerir alimentos sólidos, o que coincide com o aparecimento dos primeiros dentes, deve-se evitar bater tudo no liquidificador porque, ao comer alimentos mais duros a criança começa a treinar os movimentos mastigatórios. Água, sucos e outros líquidos devem ser tomados no copo para estimular o movimento de sorver, que também é importante. “Alternar colher, canudo e caneca ajuda a exercitar movimentos musculares diversos”, recomenda Renata Abrão, fonoaudióloga do Cetao.

Os pais devem evitar que os filhos se habituem a chupar o dedo ou chupeta que prejudicam o desenvolvimento muscular e ósseo e os dentistas sempre advertem que esses hábitos podem provocar problemas como dentes superiores projetados para frente e interposição da língua no meio dos dentes. “Os efeitos desses hábitos nocivos no desenvolvimento da maxila e da mandíbula e sobre os arcos dentais dependem do desenvolvimento osteogênico da criança, da duração, da freqüência e da intensidade com os quais são praticados”, explica Abrão.

O crescimento do rosto é influenciado pelo desenvolvimento adequado da respiração, mastigação, fonação e deglutição. A maloclusão prejudica todas essas funções e, portanto, a atuação preventiva do ortodontista é recomendável exatamente no período em que o crescimento ósseo está ocorrendo.

Um dos objetivos da ortodontia preventiva é orientar o cirurgião-dentista a intervir precocemente em fatores que podem acarretar distúrbios na oclusão e também nas alterações estomatológicas (referentes à boca e aos dentes) em fase inicial. Além disso, a conscientização dos pais e responsáveis sobre a importância de as crianças não desenvolverem hábitos de sucção inadequados contribui muito para a redução desses desvios na primeira infância. Neste sentido, as creches e escolas maternais são os locais mais adequados para a intervenção, já que a maioria das crianças nelas permanece pelo menos por um período, diariamente.

Fonte:http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/problemas_ortodonticos_surgem_na_primeira_infancia_2.html

Cientistas criam molécula que destrói cáries em menos de um minuto

Designer molecule means no more cavities ever

A cárie pode tornar-se apenas uma referência nos livros de história caso a “Keep 32” seja aprovada após os ensaios em pacientes humanos. Esta substância, desenvolvida por dois cientistas chilenos, consegue eliminar todas as bactérias que corroem o esmalte dentário.

A cárie é um pesadelo recorrente para a maioria das pessoas e uma alegria para os dentistas, mas em breve poderá tornar-se apenas numa referência histórica. Dois cientistas chilenos desenvolveram uma substância, a “Keep 32”, que demonstrou a capacidade de eliminar, em apenas um minuto, todas as bactérias que corroem o esmalte dos dentes.

Um dos investigadores acredita que em breve este composto “poderá ser incorporado em pastilhas elásticas, mas também em produtos como pastas de dentes, enxaguantes bucais ou fio dental”. Será um “super agente de limpeza”, acrescentou Erich Astudillo, confiante de que, futuramente, será possível adicionar a substância a certos alimentos.

A molécula, cujo 32 na designação alude ao número de dentes na arcada dentária, foi desenvolvida por Erich Astudillo, da Universidade de Santiago (Chile) e também diretor da Top Tech Innovations (empresa que financia a investigação), e José Córdova, da Universidade de Yale (EUA), a partir duma molécula que extermina a “streptoccocus mutans”, bactéria que transforma o açúcar em substâncias prejudiciais para o esmalte dentária.

A próxima fase é o ensaio clínico com pacientes humanos. Caso os resultados continuem a ser positivos, a “Keep 32” poderá chegar ao mercado em menos de um ano, pois não faltarão farmacêuticas (e outros gigantes da indústria) interessadas num produto que se assegura tão promissor.

Fonte:http://www.ptjornal.com/201207119531/geral/saude/carie-pode-ser-erradicada-com-desenvolvimento-de-molecula-que-elimina-as-bacterias.html

Nova molécula destrói cáries em menos de um minuto

Sim, você que é preguiçoso e não gosta de escovar os dentes, pode ficar animado: pesquisadores da Universidade de Santiago e de Yale criaram uma nova molécula capaz de destruir completamente as bactérias causadoras de cáries em menos de sessenta segundos. A molécula está sendo chamada de “Keep 32″ e consegue aniquilar a bactéria streptococcus mutans, um dos principais fatores do desenvolvimento de cáries. Além disso, a “Keep 32″também impede que a bactéria volte a crescer durante as horas seguintes.

De acordo com os cientistas, a molécula pode ser colocada em pastas de dente, chicletes e até doces. Por enquanto, a novidade está sendo testada apenas nos Estados Unidos e deve começar a ser comercializada somente após passar pela aprovação do governo, o que ainda não tem data para acontecer. Mas há um problema, apontado pelo site Dvice: a molécula parece ter a ação de um antibiótico para matar totalmente a bactéria. O ruim é que isso pode fazer com que a bactéria crie resistência e cause mais danos aos dentes.

E aí, gostou da notícia ou ficou com medo das consequências?

Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/superblog/tag/keep-32/

Novo tratamento pode regenerar dentes cariados

Cientistas usaram um gel de hormônio para estimular a recuperação de dentes em ratos

Nova técnica pode mudar a odontologia

Os pesquisadores aplicaram o gel em cáries de ratos. Depois de um mês, elas desapareceram. Ainda não se tem previsão de quando o gel estaria pronto para chegar aos consultórios dos dentistas

A sonda dos dentistas poderá ser aposentada em breve. Um novo peptídeo (moléculas que dão origem às proteínas), misturado com um gel colocado próximo a uma cárie, faz com que as células dentro do dente se regenerem em um mês. O estudo foi publicado no periódico ACS Nano, que publica mensalmente estudos sobre nanociência. A técnica, que pode ser aplicada com um gel ou um filme flexível, poderia eliminar a necessidade de preencher cáries ou a perfuração na raiz dos canais de dentes infeccionados.

“A nova pesquisa pode proporcionar uma visita mais agradável aos dentistas”, disse Nadia Benkirane-Jessel, cientista do Institut National de la Sante et de la Recherche Medicale, França, e co-autora do artigo.

Em vez de obturar o dente, basta uma pequena quantidade de gel ou uma tira de filme para fazer com que o dente infeccionado se recupere de dentro para fora.

A substância responsável pela recuperação dentária é um hormônio peptídeo denominado MSH. Em experimentos anteriores, publicados na Academia de Ciência americana, o hormônio já havia se mostrado eficiente no estímulo da regeneração óssea. A equipe francesa deduziu que, como os ossos e os dentes possuem similaridades, o MSH poderia ajudá-los a recuperar.

Para colocar em prática a teoria, os pesquisadores aplicaram o gel com MSH em cáries de ratos. Depois de um mês, elas desapareceram.

Bekirane-Jessel alerta que o MSH trata as cáries mas não ajuda na prevenção. “As pessoas ainda precisariam escovar os dentes e utilizar o fio-dental para impedir que elas aconteçam”.

O tratamento de cáries sem obturação “teria suas vantagens”, disse Hom-Lay Wang, um dentista da Universidade de Michigan. O procedimento tradicional pode destruir nervos e vasos sanguíneos dentro dos dentes, o tornando mais sensível e suscetível a fraturas. Ainda não se tem previsão de quando o gel estaria pronto para chegar aos consultórios dos dentistas.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/a-obturacao-esta-com-os-dias-contados

A Odontologia e a Aids

A epidemia de Aids completou três décadas e, junto com ela ocorreram muitas conquistas e muitas perdas.

E ainda respostas à epidemia, que mexeram com aspectos sociais, culturais, crenças religiosas e verdades científicas.

A luta contra a Aids está longe do fim. As Nações Unidas divulgaram recentemente que cerca de 35 milhões de pessoas no mundo convivem com o vírus HIV, que pode causar a Aids. O novo balanço de soropositivos foi divulgado pela UNAIDS, braço da organização que mantém estatísticas e iniciativas sobre a doença. O número recorde, segundo a agência, deve-se ao prolongamento cada vez maior da vida de pessoas contaminadas, graças aos avanços nas terapias contra doença.

Desde o início da epidemia, a Aids vem sofrendo mudanças importantes. O primeiro ciclo foi caracterizado pela infecção majoritária de homossexuais ou bissexuais masculinos. O segundo,

marcado pelo incremento significativo da categoria usuário de droga injetável e da heterossexualização da epidemia. No terceiro, observamos um avanço acentuado de transmissão heterossexual e o crescimento nos casos de mulheres soropositivas e, em consequência, a ocorrência da transmissão vertical. No atual momento da epidemia, assiste-se um avanço da Aids nos adolescentes iniciados sexualmente e, principalmente, na terceira idade.

No começo da epidemia, os pacientes, muitas vezes, não viviam mais do que dois anos após desenvolver a doença. Atualmente, os cientistas desenvolveram categorias de drogas que evitam a multiplicação do vírus HIV que, usadas em combinações conhecidas como “coquetel”, ajudam os pacientes a viverem por um período maior de tempo e com melhor qualidade de vida.

 

Manifestações bucais

As manifestações bucais da infecção pelo HIV são frequentes e podem representar os primeiros sinais clínicos da doença. Podem ser indicadoras de comprometimento imunológico, minimizando o tempo de evolução da doença até a fase de Aids. Desde o início da epidemia, muitas manifestações bucais foram relacionadas à infecção pelo HIV. Diversos autores relatam que o estudo dessas manifestações bucais é fundamental para auxiliar o entendimento da epidemiologia da Aids.

Com o início da terapia antirretroviral altamente potente (HAART), pesquisadores verificaram a redução acentuada na ocorrência de infecções oportunistas, mas outras manifestações e complicações, relacionadas aos efeitos adversos causados pela HAART, tornaram-se muito frequentes, sendo as sialolitíases, as xerostomias, aumento volumétrico da parótida, os líquen planos, as pigmentações mucosas medicamentosas, as mucoceles, as rânulas e os hemangiomas.

Mesmo assim, as manifestações bucais podem representar os primeiros sinais clínicos da doença, sendo indicadoras de comprometimento imunológico, do tempo de evolução da doença, como marcadores de infecção, como avaliadores da adesão dos pacientes aos esquemas terapêuticos, do diagnóstico precoce das infecções e indicadores da falência terapêutica.

As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) de notificação compulsória são Aids, HIV na gestante/criança exposta, sífilis na gestação e sífilis congênita. Para as outras DSTs não há um sistema

de notificação, dificultando a sua visibilidade. As DSTs funcionam como cofator para transmissão do HIV, sendo que as úlceras orais e genitais facilitam e aumentam em 4,7 vezes a infecção; a gonorreia em 4,7 vezes; o herpes em 3,3 vezes; e a sífilis em três vezes. Importante ressaltar que o HPV é um importante facilitador em 3,7 vezes, e comprovadamente, é um dos grandes responsáveis pelo câncer em cavidade bucal.

O cirurgião-dentista tem um papel importante no diagnóstico das manifestações oportunistas, na descrição clínica do paciente e no diagnóstico da infecção pelo HIV. Para tanto, deve o cirurgião-dentista estar treinado e capacitado sobre as intercorrências dessas patologias, sabendo diagnosticá-las e tratá-las a contento.

Devemos ressaltar a importância vital que o Programa Municipal em DST/Aids tem junto aos Serviços de Saúde, pois com os seus 15 Centros de Atendimentos Especializados, compõe também no seu quadro de recursos humanos, cirurgiões-dentistas.

A atuação direta junto a estes grupos de trabalho surtiu importantes frutos na área do conhecimento, sendo esses conhecimentos aplicados com a finalidade da promoção da saúde, bem-estar e melhorias na qualidade de vida, frente aos sofrimentos humanos.

Até a próxima!

 

Lusiane Borges

Cirurgiã-Dentista pela UMESP. Formada em Biomedicina pela UNISA/UNIFESP. Especialização em Microbiologia pela Faculdade Oswaldo Cruz, São Paulo. Especialista Doutoranda em Controle de Infecção em Saúde pela UNIFESP. Coordenadora de Cursos para ASB/TSB (APCD, ABO e ALAPOS). Autora-Coordenadora do livro “AST e TSB – Formação e Prática da Equipe Auxiliar”, Editora Santos, 2012. Diretora-Presidente da Biológica Consultoria em Saúde. Diretora Científica da ALAPOS. Membro da OSAP (Organization for Safety and Asepsis Procedures). Consultora Científica da Oral-B, Sercon/Steris e Fórmula e Ação.
lusianeborges@uol.com.br

 

Fonte: http://www.odontomagazine.com.br/2012/06/20/a-odontologia-e-a-aids/